Turismo, cerveja e apostas: quem deve ganhar com a Copa de 2026, que pode movimentar R$ 200 bilhões

  • 10/06/2026
(Foto: Reprodução)
Com Neymar convocado, comércio popular comemora alta nas vendas para a Copa A Copa do Mundo de 2026 deve injetar bilhões de dólares nas economias dos países-sede, impulsionada por um forte aumento do consumo que poderá beneficiar setores que vão do turismo ao varejo e à indústria de artigos esportivos, segundo analistas. Marcado para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, o torneio será o maior da história e poderá estimular os gastos dos consumidores em um momento em que a demanda global ainda mostra sinais de fragilidade. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo A primeira Copa do Mundo realizada em três países — Estados Unidos, Canadá e México — deverá acrescentar cerca de US$ 41 bilhões (cerca de R$ 212 bilhões) ao Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo um estudo de impacto socioeconômico da Fifa realizado em parceria com a Organização Mundial do Comércio (OMC). 👉 Confira os setores e empresas que, na avaliação de analistas do mercado financeiro, devem ser favorecidos pelo evento. Operadoras de hotéis A consultoria B. Riley estima que a Copa do Mundo atrairá 13,1 milhões de visitantes, incluindo pessoas com e sem ingressos para os jogos. O fluxo de turistas deverá resultar em cerca de 21,3 milhões de diárias reservadas por meio de plataformas de viagem. Analistas avaliam que redes hoteleiras como Marriott, Hilton e Hyatt, além de plataformas de hospedagem e viagens como Airbnb, Booking e Expedia, estão entre as empresas que podem se beneficiar do torneio. A Marriott acredita que o impulso gerado pela Copa poderá se estender ao terceiro trimestre. Já o Airbnb projeta que anfitriões das regiões de Nova York-Nova Jersey, Boston e Los Angeles estejam entre os que mais deverão lucrar durante o evento. Companhias aéreas O Goldman Sachs avalia que a Copa do Mundo tende a ter um impacto positivo para as companhias aéreas americanas. Segundo o banco, junho costuma registrar menor fluxo de viagens corporativas e de lazer para os Estados Unidos, o que pode abrir espaço para que o aumento da demanda provocado pela Copa impulsione o setor. 🔎 Por outro lado, a alta dos preços do combustível de aviação em meio à guerra envolvendo o Irã levou companhias aéreas americanas a reajustarem tarifas, o que pode fazer alguns consumidores adiarem ou cancelarem viagens de verão. Cervejarias Copo de cerveja sendo servido Divulgação A corretora Jefferies estima que mais de 1 bilhão de copos de cerveja sejam consumidos globalmente durante o período da Copa, o que poderá elevar em 0,3% o volume vendido pela indústria. Os principais ganhos são esperados em mercados como Estados Unidos, México, Brasil e China. "Depois de cinco anos consecutivos de volatilidade, o mercado de cerveja deverá apresentar um desempenho melhor em 2026", afirmaram os analistas da Jefferies. Os analistas destacam ainda que cerca de 75% das partidas serão disputadas nos Estados Unidos e que 84% dos jogos das seleções participantes ocorrerão em fusos horários favoráveis ao consumo de cerveja. Bernstein, Goldman Sachs e Jefferies apontam a Anheuser-Busch InBev, fabricante da Corona e patrocinadora oficial da Copa, como uma das principais beneficiadas. A Heineken também deve registrar ganhos, impulsionada por sua forte presença na América Latina e na Europa. Varejo e artigos esportivos copa do mundo, futebol, vitrine, brasil, bola, figurinha, amapá, macapá Isadora Pereira/g1 O Goldman Sachs prevê um aumento na procura por produtos oficiais e itens ligados ao torneio, o que pode favorecer redes varejistas especializadas em artigos esportivos. Marcas esportivas como Adidas, Puma e Nike também devem se beneficiar da maior visibilidade global e das ações de marketing associadas ao Mundial. Segundo o Goldman Sachs, a Adidas pode obter ganhos adicionais por ser patrocinadora oficial da bola da competição e fornecer uniformes para diversas seleções participantes. Alimentação, restaurantes e delivery O Citi avalia que supermercados tradicionais, além de grandes varejistas, podem registrar aumento das vendas em razão do maior consumo das famílias durante o torneio. A demanda por restaurantes também deve crescer, impulsionada pelo turismo e pelas reuniões de grupos para assistir aos jogos. Redes de alimentação, pizzarias e distribuidoras de alimentos estão entre as empresas que podem se beneficiar desse movimento. Mídia e plataformas digitais Analistas do Deutsche Bank estimam que a Copa de 2026 gere a maior receita publicitária da história do torneio nos Estados Unidos. Segundo o Morgan Stanley, a competição pode gerar entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões em receitas publicitárias para a Fox, detentora dos direitos de transmissão em inglês. Já o Deutsche Bank aponta a Telemundo, responsável pelas transmissões em espanhol, como outra beneficiada. Plataformas digitais como YouTube e Instagram também podem registrar aumento de audiência e engajamento durante o evento, segundo o Citi. Apostas esportivas O Deutsche Bank acredita que empresas de apostas esportivas online tendem a apresentar desempenho acima da média durante a Copa, impulsionadas pelo aumento do volume de apostas. O banco Macquarie estima que o volume global de apostas ultrapasse US$ 50 bilhões durante o torneio, o equivalente a quase US$ 500 milhões por partida. Na edição de 2022, o total superou US$ 35 bilhões. Imagem aérea do estádio Azteca, onde acontece a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026. AP/Fernando Llano/Arquivo

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/06/10/quem-deve-ganhar-com-copa-de-2026.ghtml


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